Era uma vez uma cabeça vazia. Ela olhava para todos os lados
e continuava vazia. Ela resolveu andar em volta mas continuava vazia. Aí ela
resolveu assistir TV e de repente sua cabeça não estava mais vazia. Ficou cheia
de cocô. E ela riu e foi feliz para sempre.
domingo, 9 de março de 2014
terça-feira, 2 de abril de 2013
Guerra
Tem
uma nação dentro de mim. E esta nação está dividida. Em muitos pedaços, não sei
se consigo contar. Tem uma nação em guerra dentro de mim. E eu me delimito. Crio
fronteiras. Enquanto eu estou em guerra eu estou em guerra. Enquanto eu traço
limites eu me limito. E me insurjo. E faço guerra e me limito. E me divido.
Contra mim.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Transe II
(em resposta a Transe)
Há uma imagem que se pinta em minha frente
De olhos hesitantes e sorriso quebrado
Ele arromba portas por não saber bater
Troca o prazer saboroso pelo fel da vida
Protege seus muros com uma gargalhada irônica
Esconde-se em sons inaudíveis às massas
Desvencilha-se trêmulo travado aterrorizado
Colhe as migalhas medíocres dos dias
Dedilha melodias vazias
Deflora gozos de ilusão
Aliena-se em meio às tempestades
E se entorpece em um transe irresistível
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Numa hora dessas
É bem numa hora dessas
Quando as paredes e nada além me cercam
e são minha única companhia
É assim numa hora dessas
quando o sol cai
e se instala a noite
com todas as suas promessas
de horas longas e vazias
É numa hora assim que
ela me visita
a Loucura.
Bate em minha porta
e me acompanha
pois as paredes não são tão boas amigas assim
cheias de perfeição superficial e plana
e a Loucura dialoga
a Loucura preenche os espaços vazios dessa casa
e não me deixa só.
Me acalenta o sono da noite,
me põe para dormir.
E sempre deixa a promessa
de que virá me visitar novamente
e preencher meus vazios
assim, numa hora dessas.
Quando as paredes e nada além me cercam
e são minha única companhia
É assim numa hora dessas
quando o sol cai
e se instala a noite
com todas as suas promessas
de horas longas e vazias
É numa hora assim que
ela me visita
a Loucura.
Bate em minha porta
e me acompanha
pois as paredes não são tão boas amigas assim
cheias de perfeição superficial e plana
e a Loucura dialoga
a Loucura preenche os espaços vazios dessa casa
e não me deixa só.
Me acalenta o sono da noite,
me põe para dormir.
E sempre deixa a promessa
de que virá me visitar novamente
e preencher meus vazios
assim, numa hora dessas.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Linha
O mundo caminha em uma linha pré-riscada.
Eu
me
arrasto
em
um
turbilhão
caótico
O mundo transita em um caminho imaginário.
minha
mente
desconhece
divaga duvida
descrê
demora
dispara
descende
disseca
dilui
dorme
O mundo desperta para um novo dia.
eu
passado agora
e agora? talvez
pudera
quisera
sambava fugia
farei
insônia
parei
O tempo transita sem olhar para trás.
corpo
cede
cabeça
caça
coração
cansa
mais
nada
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A vida se esvai
A vida se esvai de mim
Escorre por meus braços
Por meu peito
E vai
Minha mente criativa se cansou
Não há mais interesse
Me distraio
Em vida
A vida se tornou mera distração
Um passa-tempo sem importância e sem significado
Eu não entendo
Não entendo de onde as pessoas tiram tanto desejo por ela
Tudo parece menor
Tudo é muito pequeno
Nada me move mais
Mas enquanto procuro repostas me distraio
Nada demais
Apenas as pequenas coisas do dia a dia
As pequenas almas que me rodeiam
E não me tocam
E eu me esvaio de tudo e de todos
Me isolo em busca de entendimento
Me afundo em ceticismo
E me distraio com nada
De importante
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