sábado, 15 de outubro de 2011

Um cadinho de tristeza

E aí que de repente bate uma tristeza. Aquela tristeza que a gente evita. Aquela tristeza que a gente vive para evitar. Aquela tristeza que a gente não vê em comercial de margarina. Por isso que a gente a evita, né?

Aquela tristezazinha de leve de gostar e não ser gostado. Aquela pontinha de dó da gente mesmo por querer dar um abraço e não ter pra quem dar. Aquele incomodozinho das horas vazias que obrigam a gente a pensar no que a gente não quer e nos lembrar que tem tanta situação na vida que nos colocou na presença de gente que marca a gente. E depois vão embora. Ou a gente vai embora delas. E sente falta. Mas agora já passou a época. Aquele apertozinho de lembrar de um sorriso e um abraço que não são para você. Aquela angústia de querer tocar em alguém, abraçar alguém, dizer palavras doces e suaves e de sabedoria para alguém, mas cadê? Esse alguém não está, não pode estar, não quer estar. Sei lá. Dói um cadim, mas um cadinho só, por que senão é dor demais. E a gente precisa continuar andando.

Aí ela passa. Porque tem que passar. Por que a gente sente a tristeza e logo arruma algo pra se ocupar. Aí ela passa. E a gente se esquece dela. Até ela aparecer de novo... Porque ela passa, mas não some. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estar só

Viver só

Nascer só e morrer só

Sorrir só

Chorar só

Se ver só

Se encontrar só

É o grande desafio humano

Para,  aí sim,

Estar junto

Viver em grupo

Nascer e morrer assistido

Sorrir com a turma

Chorar em um ombro

Se ver querido

E colher toda a beleza de uma vida plena.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Planar

Hoje é o dia em que decidi viver. Hoje é o dia em que eu descobri que a morte me acompanhará todos os dias, mas ela não precisa vencer todos os dias. Ela só vencerá um. Nos outros a vida vencerá, se eu deixar. Hoje é o dia em que notei que não importa quantos rótulos podemos ter, quantas cópias podemos ser, quantos sentimentos podemos copiar. Não importa, porque até para isso há uma força individual e única que é só minha e só eu a posso gerar. Hoje eu percebi que a força da vida está em dar a ela uma chance. Sem expectativas, sem ambições muito altas. Apenas um sorriso. E a onda de ar quente que vem dela te levanta e faz planar. É só se manter naquela corrente de ar quente que ela proporciona e se soltar. E planar. Planar pela vida. A morte está lá embaixo, presente, mas eu não preciso me lembrar dela agora, preciso? Eu quero planar. Há ainda muitas fotos a serem tiradas, muitas gargalhadas a serem compartilhadas, muitas lágrimas dentro de mim, muita emoção dentro de mim. Escolho viver, para que elas aconteçam, e deixem de ser apenas um pensamento.  Escolho viver porque a vida se concretiza em vida. Escolho viver e colher tudo isso agora, porque a morte está ali. Escolho viver porque a vida é essa e é uma e é única e se esvai. Escolho colher toda a cor em volta de mim neste instante. Escolho planar com a leveza e a beleza de quem anda de bem com a vida. Escolho erguer meus olhos e me enxergar inteira, seja lá o que isso for. Escolho ser a colagem que eu quiser ser. Colagem de todos os pedacinhos das maravilhas que encontrei por onde passei. Escolho montar o quebra-cabeça de minha vida com cor, beleza, brilho, suavidade, flor, gente encantadora e especial demais. Escolher viver é sempre uma boa opção. E não é para qualquer um. Apenas para aqueles que têm a morte ao seu lado dia a dia. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

No churrasco

- Êta coraçãozinho amargo!...

Soldado raso

Eu sou um soldado raso. Desprovido de grandes talentos. Pouca habilidade estratégica. Senso de liderança: zero.

Vou pra linha de frente. Coragem. Alienação. Obediência. Trilha sonora. Me jogo. Morro. Feliz. Dever cumprido. 

O mundo pode continuar.

Onde eu estava...

- Que que eu estava falando mesmo? Me perdi...
- Que que eu estava fazendo... er...
- Onde eu estava mesmo?

Piada

Neste mundo que é uma grande piada quem não tem senso de humor dança.


Adoro lambada, e você?